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CORPOS
10Jul2008 02:18:13
Escrito por: Edi

Um olhar é o que me basta

Para que sinta suas mãos viris

A percorrer meus caminhos tão íntimos,

Sem pressa, como se não me soubessem

A meio passo do torpor...

Posso sentir romper-se

O contato com o discernimento,

Enquanto os corpos, afinados,

Perdem a dimensão de si mesmos e,

Bárbaros, ávidos, indóceis,

Consumam a ganância indiscreta,

Faminta, despudorada.

As bocas a si devoram,

Num suplício frenético

Ao qual não podemos pôr fim.

Ausentes de nós, um no outro,

Movidos por estremecimentos

De uma dor ao avesso,

Sussurramos, sem escrúpulos,

Sons confusos de um prazer latejante

Que é incapaz de suportar o próprio nome...

Edi



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