
Pode o adeus dizer não mil vezes
E o olhar carente enxergar vazio,
Ainda assim a afeição de meses
Não morre mar, como morre um rio.
Um amor real, se merece o nome,
Cresce intacto enquanto se consome
E invejando os fortes, resiste.
Pode vitimar-se por vil traição,
Agonizar num lamaçal de dores,
Ainda assim traduzirá perdão
E pagará espinhos com flores.
Um amor real não se finda triste,
Nunca abandona seu nome à sorte.
Como o mar a si bastará, até a morte.
Edi
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