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Soneto ao meu amor
10Jul2008 02:24:54
Escrito por: Edi

Pode o adeus dizer não mil vezes

E o olhar carente enxergar vazio,

Ainda assim a afeição de meses

Não morre mar, como morre um rio.

Um amor real, se merece o nome,

Cresce intacto enquanto se consome

E invejando os fortes, resiste.

Pode vitimar-se por vil traição,

Agonizar num lamaçal de dores,

Ainda assim traduzirá perdão

E pagará espinhos com flores.

Um amor real não se finda triste,

Nunca abandona seu nome à sorte.

Como o mar a si bastará, até a morte.

Edi



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