Vê os males violentos
Que emperram nossos olhos,
Que não põem fim à noite,
Que sobrecarregam de fardos
Os ombros do dia seguinte?
Vê que apanhamos da gente,
Vê a inutilidade das coisas
E defronte o dedo que indica?
E o nosso viver em curso,
Vigiado por sentinelas, vê?
Respire a calma do ontem passado
E procure dormir
Posto que a vida
Não passa de um ato
E não há público pagante
Com pedidos de bis.
Vê?
Edi
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