Na noite densa de mim
Às sombras que formam teu vulto
Faço alarde, prevejo o fim.
São mortos os dias de luto.
Eis que à luz os olhos abro
E um novo céu no claro dia
Entorna em ti, amor macabro,
De esquecimento, hemorragia.
Enfim, penso e não estás,
Acordo e não chegarás,
Caminham as horas sem ti.
Enfim, canto em soprano
Estribilhos ao meu engano,
Sustenidos que nunca ouvi.
Edi
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