A paixão é um truque do mal
Que faz contemplar tulipas silvestres
Onde há só espinhos e cercas,
Que faz de endereços tão claros
Longos mapas indecifráveis.
Que fantasia mentiras de juras eternas,
Que converte o abuso em caridade,
A dor em redenção,
Em fio de mel a gota de sangue.
A paixão é um conteúdo do nada,
Porque em si coisa alguma de real concentra
E quem a ela se vende
(e por quanto!)
Só encontra desencontros,
Fúria de tempestades no paraíso,
Névoa volátil como alicerce
E começo cheirando a fim.
Edi
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