Não, Edi, seu soneto assim não fala.
São letras no papel, mas nada mais,
Nem mesmo as rimas bêbadas de ais
Conseguem dizer o que você cala.
Os seus versos são dores bem reais
Mas mudo é o amor que os embala.
Não há ninguém que queira escutá-la
Enquanto canta seus dias banais.
O homem que você tanto venera
É feito de armamento e miragem
E nunca entendeu a Primavera.
Não Edi, nunca mais estarão juntos!
Criaram muito bem a linguagem,
Foi pena se morreram os assuntos.
Edi
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