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REDENÇÃO
14Dez2007 19:00:00
Publicado por: Edi

A respeito do que sobrou de mim

De pouca valia é falar.

Se é ínfimo o produto do resto

De que me vale classificar?

E que nome se daria às sobras,

Às quais sequer se examina?

A mim, que me poupo esforços,

Me desarticulo em segmentos

Para não incomodar

Ao que faltou à fé jurada,

Porque fui demais inteira.

Pisar com segurança em nuvens

Sei, já não posso.

Quanto peso, ai, que me carrega!

Para extirpar o ingovernável

De que se armar?

Que acordos de guerra

Porão fim à imundície?

Oh! Imitação histérica de existir!

Oh! Sacrifício expiatório!

Oh! Literatura mortuária!

De saber que nunca fui amada

Escrevo com sangue

A última edição do amor.


 

 



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