Que se somem às ânsias contidas os arroubos juvenis
que à morte levam e que se comprimam as frontes
em espantoso ocaso com tom de enxofre
ao depararem descrentes com a forma angelical e alva
que na face adormecida estampa a inútil espera
pela qual se deixa silenciar finalmente
e interrompe voluntária os suspiros que na vida a mantinham
cativa do pedido insatisfeito e morto ao reles amado cujo descontentamento
foi unicamente vê-la viva e respirando
e às ânsias e aos arroubos e ao espanto
se juntem ainda o sentir simulado
do engravatado nobre que próximo ao caixão se queda
cuidando que lhe escondam a farsa os óculos caros
escuros como as lojas frias do seu coração sem candura
sem luz de qualquer natureza pela qual se adivinharia
alguma doçura e onde se firmaria a certeza
do pobre viúvo a banhar-se no odor da morte e da resignação
tão frios os lábios e gélidos ao beijo os que de vida encheu a promessa
e que em tardia hora e miserável sob um guarda-chuva antigo e negro
vêm enfim aspirar momento fétido em que uma imunda boca
toca a primavera no ataúde como a mão de um rico a tocar o lixo
como ao podre esgoto seu nariz expor e sela ante olhares opacos
de piedosas lamentações a despedida funérea
que lhe nauseia o íntimo e que por pouco lhe rouba a feição
de pobre amante que excomunga a sorte
sem perceber que todo o negrume e o exalar nauseabundo de lixo
é de si que emana e que infesta o campo e não da mocidade pálida
que em vida amou um dia mas que se quis ir em silêncio e fria
e eternamente pois que o vil que se limpa da terra
depois de esmagar a flor impunemente como impunemente age o aço na guerra
esse fede mais que a morte e é esse o cadáver que ninguém enterra
(essa porcaria está sem ponto nem vírgula porque eu estou p da vida e cansada de tratar a TPM com educação)
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