Em nada me fere a distância. E a saudade em nada.
Porque eu meço o tempo é com poesia
E o globo imenso é só estrada de chão,
Como as estradas de Minas
Por onde caminham minhas palavras, descalças,
À procura do exílio, vales do norte
Onde moram a música verdadeira,
O verdadeiro trabalho, a inocência verdadeira
E a verdade...
Eu só queria amar o céu de Minas,
E o homem que nunca chega.
E ser azul se o céu se deixasse amar
E mulher, se o homem chegasse...
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