Por ti definho, murcho,
Ardo em saudade,
Em dor que não cessa.
Busco teus sinais
Na escuridão que me envolve,
Na luz que não vejo,
Na voz que não ouço
E penso a morte...
Vejo-te por um momento breve
E me escapa um oi quase mudo
Quando o que eu queria era ignorar-te.
Por ti calo em mim
O brio que não tenho,
O orgulho que me humilha,
A palavra que me enclausura
Dentro do nada.
Por ti fecho os meus olhos cansados
E presto-me a mais uma noite insone,
Onde beberei o veneno do amor próprio
E a angústia da dignidade.
Edi