| Anjo... |
29Fev2008 01:31:00
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 Aconteceu em uma noite doce,
Meu coração não esquece:
Deparei-me atordoada
Com tua imagem etérea
E não eras sonho.
Anjo encarnado em poeta,
A ti abri a porta
E encheste de aves risonhas
A imensidão do meu céu.
Nobre e sábio,
De puros anseios,
De ternas palavras,
Tuas brancas asas
Põem suavidades de nuvens
No que quer que toquem.
Que venhas sempre, anjo,
Inda que debilitado,
Lânguido, abatido,
Extenuado ou fraco,
Inundar de inefável poesia
Minha meia-noite.
E ocuparemos, nós dois,
O mesmo lugar no espaço.
E seremos, anjo,
Na noite escura,
Um só relevo...
Edi
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