Amo.
Porque ao coração apunhalado,
Em ferida aberta,
Não existe o imperdoável.
Meu amor se apóia na injúria
E no desprezo atroz
Para sustentar a graça inextinguível
Da esperança.
Amo.
Porque ao coração flagelado,
Em chaga viva,
Não vinga a bruta pena do esquecimento.
Meu amor, envolto em vida e verdade,
Me concede a glória dos poetas,
A perseverança dos sábios,
A compreensão dos santos
E a certeza dos convictos.
Amo.
Porque ao coração lacerado
Por tão divina dor
Não existe analgesia,
Todo o momento é o derradeiro
E nem mesmo a morte silencia.
Edi
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