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Delírio...
27Dez2007 21:08:00
Escrito por: Edi

Um nome a escapar dos teus lábios

Quase sem ruído,

Numa noite intensa

Em que tudo é entrega...

(Queria que fosse o meu.)

Um corpo em delírio e febre,

Coberto por tua boca ardente

Banhado pelo rio quente do teu sumo...

(Queria que fosse o meu.)

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Volúpia
27Dez2007 21:04:00
Escrito por: Edi

Pelas linhas retilíneas

Do que penso

Quando estou pensando em ti

Corre teu nome

Que nomeio de amor, amado.

E sinto teus lábios

Dedilhando meu corpo,

Afinado instrumento

Que vibra em tuas mãos

Em notas de pura volúpia,

Em acordes febris, estridentes,

E que geme,

No tom dos teus desejos,

No compasso frenético

Do teu gozo,

A mais deliciosa

De todas as melodias...

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A verdade
22Dez2007 22:28:00
Escrito por: Edi

Em nada me fere a distância. E a saudade em nada.

Porque eu meço o tempo é com poesia

E o globo imenso é só estrada de chão,

Como as estradas de Minas

Por onde caminham minhas palavras, descalças,

À procura do exílio, vales do norte

Onde moram a música verdadeira,

O verdadeiro trabalho, a inocência verdadeira

E a verdade...

Eu só queria amar o céu de Minas,

E o homem que nunca chega.

E ser azul se o céu se deixasse amar

E mulher, se o homem chegasse...

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O cheiro da morte e o do lixo
22Dez2007 22:23:00
Escrito por: Edi

Que se somem às ânsias contidas os arroubos juvenis

que à morte levam e que se comprimam as frontes

em espantoso ocaso com tom de enxofre

ao depararem descrentes com a forma angelical e alva

que na face adormecida estampa a inútil espera

pela qual se deixa silenciar finalmente

e interrompe voluntária os suspiros que na vida a mantinham

cativa do pedido insatisfeito e morto ao reles amado cujo descontentamento

foi unicamente vê-la viva e respirando

e às ânsias e aos arroubos e ao espanto

se juntem ainda o sentir simulado

do engravatado nobre que próximo ao caixão se queda

cuidando que lhe escondam a farsa os óculos caros

escuros como as lojas frias do seu coração sem candura

sem luz de qualquer natureza pela qual se adivinharia

alguma doçura e onde se firmaria a certeza

do pobre viúvo a banhar-se no odor da morte e da resignação

tão frios os lábios e gélidos ao beijo os que de vida encheu a promessa

e que em tardia hora e miserável sob um guarda-chuva antigo e negro

vêm enfim aspirar momento fétido em que uma imunda boca

toca a primavera no ataúde como a mão de um rico a tocar o lixo

como ao podre esgoto seu nariz expor e sela ante olhares opacos

de piedosas lamentações a despedida funérea

que lhe nauseia o íntimo e que por pouco lhe rouba a feição

de pobre amante que excomunga a sorte

sem perceber que todo o negrume e o exalar nauseabundo de lixo

é de si que emana e que infesta o campo e não da mocidade pálida

que em vida amou um dia mas que se quis ir em silêncio e fria

e eternamente pois que o vil que se limpa da terra

depois de esmagar a flor impunemente como impunemente age o aço na guerra

esse fede mais que a morte e é esse o cadáver que ninguém enterra

(essa porcaria está sem ponto nem vírgula porque eu estou p da vida e cansada de tratar a TPM com educação)

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Suave curare II
22Dez2007 22:21:00
Escrito por: Edi

Abro-te

as comportas macias

de minha boca

onde te podes banhar

do doce curare de que sou feita

e que transborda viscoso,

denso e gostoso

aos teus lábios gementes

e quando me sentes assim

sabes que és vivo somente

até provares de mim...

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À sombra do teu corpo
22Dez2007 22:17:00
Escrito por: Edi

Meu corpo,

Terra tua,

Onde brota

O que a ti pertence:

Perfumes puros

De doces desejos

E murmúrios roucos,

Insanos, tolos,

À deliciosa sombra,

Completa,

Do teu corpo...

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Poema de natal
14Dez2007 22:31:00
Escrito por: Edi

P rocurem

O s homens da terra

E ntender finalmente, que o

M aior, entre tudo que é, não se fez

A mor em solo humilde,

D eitou seu filho

E m meio aos pobres

N uma entrega sem precedentes

A penas para que

T odos se abracem, hipócritas, e

A dorem, fariseus,

L uzes festivas de fim de ano.

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