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Encharcada de luz
14Dez2007 15:20:00
Publicado por: Edi

Encharcada de luz,

Dentro da noite verdadeira

Respiro o momento

E sua duração.

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Para nunca florescer
12Dez2007 20:50:00
Publicado por: Edi

Quando me envolvem as

Manhãs de setembro

Sinto um engano quente

A me contrariar a primavera.

Só há chuva no meu rosto,

Onde

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Sem volta
12Dez2007 20:10:00
Publicado por: Edi

Caminho em favor do nada,

Posto que pelo tudo

Já andei

E em nada me tornei...

Vou parar algum dia,

Por sobre o que não sou

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PÉTALAS DE SANGUE
04Dez2007 20:30:00
Publicado por: Edi

Sim, magras flores

Feitas de medo

Hão de sofrer a primavera

E há de florir em meus olhos

Um jardim de veludo

Nas horas silenciosas

Que me secam os sonhos...

Haverá para mim

Estrelas recém-nascidas

Na oca manhã que me abraça.

Minhas dores serão poeira fina

E no céu se espalharão,

No céu aromático e desidratado

Da minha cidade...

Serei soprano em canto solo

Flutuando na nua catedral

E terei nas mãos

As mãos pálidas do meu amado,

Doce homem que não me espera,

Que não crê em dias dourados,

Que fala a linguagem dos mutilados

Enquanto sorvo meu sangue adocicado,

Vinho sujo de minha esperança,

Que por ele tenho derramado!



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Beija-me querido...
13Jul2007 20:00:00
Publicado por: Edi

Beija-me querido,
Toca-me a pele ardente,
Idolatra-me por um momento
Fazendo meu corpo santuário seu,
Onde não corre perigo de morte,
Onde nada lhe pode afligir;
Onde pode adormecer seguro
Sem temer o desejo
Que lhe assalta, às cegas,
Quando não estamos juntos...
Beija-me querido,
Enquanto há em mim
Esse calor latejante,
Essa

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AUTO-RETRATO
13Jul2007 19:30:00
Publicado por: Edi
Eu sou princesa
Sem vestido de baile,
Sem madrinha,
Sem escadarias para descer...
Sou moça sem tranças,
Sem sorriso,
À janela de um castelo
Em chamas.
Sou noiva encantada
Sem beijos,
Sem sapato,
Sem príncipe,
Sem sapo...
Sou camponesa adormecida,
Sem flores,
Sem sonhos,
A branca aldeã
Sem espelho,
Sem maçã...
So

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DESEQUILÍBRIO
11Jul2007 16:10:00
Publicado por: Edi





Sentindo as unhas da solidão
Olha a janela e não vê nada de novo
A não ser alguns pingos de chuva
Que, despretenciosos,
Formam lágrimas hesitantes na vidraça.
A espera é uma mão gigante que te cala.

Sem assumir postura alguma,
Permanece vigiando como se tentasse descobrir
Alguma demonstração de sim no não.
Sua covardia lhe deu direito a esse medo
E agora o que você fita, sem relógio,
È o desconhecido, é o desassossego.

A saudade tingiu de cinza seus grandes olhos
E como se fosse uma lenta gestação
Você abriga a amargura delirante.
Seu sonho eterno continua oculto.
Seus gestos não traduzem nada.
A lucidez que era incontestável
Agora é uma amiga distante.
Sua boca inquieta nada diz.
Você ouve vozes.
Como se fosse um gigantesco coral,
Você ouve.
Olha a janela tentando ver no mundo
O essencial oculto em seu interior.
Comprometida com o impasse,
Sua maior ambição é cultivar seu lamento mudo,
Seus desenganos disfarçados.

A grave psicose não te adormece.
Dói mas não sofre
Porque você não é mais a mesma.
Está agora alheia aos resultados.
Seu sentimento já não é réu primário,
Já pecou sem remorso...

Você, emocionalmente vazia,
Reduz a aceleração da rua,
Das pessoas, das coisas.
Quer, da janela,
Espalhar seu desequilíbrio pelo mundo.
O silêncio não é mais desprezo
E sim amor eterno.
Amor maior que o vazio,
Amor que regenera os maus.
Prova o beijo insosso


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