| Pensamento do dia |
26Mai2008 16:48:00 |
| Escrito por: Edi |
 Sim, há uma terrível dor na cura
E nascer é estar nas últimas.
A vida não passa de uma ampulheta avariada
Onde não se vê o quanto ainda virá
E o futuro, filha minha,
É só uma promessa
Que o tempo faz
Mas não sabe se cumpre.
Edi
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| HÁ LUZ... |
26Mai2008 16:41:00 |
| Escrito por: Edi |
 Há luz na solidão escura
Das artérias mais remotas,
Fios brilhantes,
Trilhas de fogo
Por onde corre
A adrenalina,
O mágico sentir
Que me é dado
Quando estamos juntos...
Há luz infinda, vital,
A banhar toda a essência minha,
Todas as células de que sou feita,
Que tremem em teu nome
E que por cujo amor
Latejam, vivificadas,
Fecundas
E tuas...
Há luz em todo o meu ser,
A ti entregue...
E eu tenho a vida
Encarnada em mim
Porque te amo...
Edi
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| A verdade |
21Mar2008 01:17:00 |
| Escrito por: Edi |
 Em nada me fere a distância. E a saudade em nada.
Porque eu meço o tempo é com poesia
E o globo imenso é só estrada de chão,
Como as estradas de Minas
Por onde caminham minhas palavras, descalças,
À procura do exílio, vales do norte
Onde moram a música verdadeira,
O verdadeiro trabalho, a inocência verdadeira
E a verdade...
Eu só queria amar o céu de Minas,
E o homem que nunca chega.
E ser azul se o céu se deixasse amar
E mulher, se o homem chegasse...
Edi
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| Se eu fosse uma feiticeira... |
21Mar2008 01:07:00 |
| Escrito por: Edi |
 Se eu fosse uma feiticeira, amor,
Converteria o desprezo teu
Em furioso desejo
Que te faria abalar o globo
À minha procura;
Em tua boca
Eu sopraria um encantamento
E nela brotaria o mel
Capaz de extinguir a dor voraz,
A sede trágica
Que me vela os dias;
Envenenaria teus olhos,
Filhos do sol,
Para que não me ferissem mais
E deles saltaria
O luzir gozoso do teu amor;
Transformaria a quietude do breu
Em mágicas noites
De frenéticos movimentos
E depois eu me tornaria
Nuvem macia
Onde tu te deitarias
Exausto, taquicárdico,
Homem pleno, vencido.
E tua alma
Soluçaria dentro de ti
Lamentando o tempo perdido...
Edi
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| Como num conto de fadas |
20Mar2008 23:54:00 |
| Escrito por: Edi |
 Como dorme
Uma lágrima
No berço morno
Da aflição contida,
Assim também
Repousa um sorriso,
Tímida expressão
Que não aflora,
À espera,
Num prolongado
Silêncio,
Da luz preciosa
Que dará fim
À noite
E que fará despertar,
Como num conto de fadas,
Minh’alma adormecida...
Edi
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| Extrema unção |
29Fev2008 01:46:00 |
| Escrito por: Edi |
Amo.
Porque ao coração apunhalado,
Em ferida aberta,
Não existe o imperdoável.
Meu amor se apóia na injúria
E no desprezo atroz
Para sustentar a graça inextinguível
Da esperança.
Amo.
Porque ao coração flagelado,
Em chaga viva,
Não vinga a bruta pena do esquecimento.
Meu amor, envolto em vida e verdade,
Me concede a glória dos poetas,
A perseverança dos sábios,
A compreensão dos santos
E a certeza dos convictos.
Amo.
Porque ao coração lacerado
Por tão divina dor
Não existe analgesia,
Todo o momento é o derradeiro
E nem mesmo a morte silencia.
Edi
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| Eterno amor (I) |
29Fev2008 01:38:00 |
| Escrito por: Edi |
 Juntos estaremos
Quando à nossa porta
O tempo bater, intransigente.
Estaremos um no outro alicerçados
Quando nos cair noite infinita
E juntos dormiremos...
Sim, seremos puros ainda
E entrelaçados morreremos.
Dançaremos nas estrelas,
Nus como anjos,
Cantando à morte e à felicidade
E na escuridão do paraíso nos amaremos,
Assombrando a eternidade.
Edi
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