| Poema de natal |
14Dez2007 22:31:00 |
| Escrito por: Edi |
P rocurem
O s homens da terra
E ntender finalmente, que o
M aior, entre tudo que é, não se fez
A mor em solo humilde,
D eitou seu filho
E m meio aos pobres
N uma entrega sem precedentes
A penas para que
T odos se abracem, hipócritas, e
A dorem, fariseus,
L uzes festivas de fim de ano.
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| O pedido |
14Dez2007 20:51:00 |
| Escrito por: Edi |
 Meu coração está vazio,
Triste e desabitado
Como uma velha cabana
À margem de uma estrada erma.
Vai, amor,
Vai buscar suas coisas,
Se instala pra sempre
Aqui dentro de mim!
Vem, que eu serei sossego
Para o seu labutar
E à noite o aconchego
Quando se deitar.
Deixa pra trás suas mágoas,
Vem ao conforto do meu bem querer,
Que eu farei suave sua caminhada
E serei descanso ao seu padecer.
Ouça, amor meu,
A canção que canto à sua chegada,
Contempla a luz que cintila em meus olhos
Quando lhe vejo à porta da entrada.
Corre, depressa,
Ao coração que lhe chama,
Que não pede nada
A que muito lhe ama!
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| Minhas palavras são beijos... |
14Dez2007 20:27:00 |
| Escrito por: Edi |
As palavras que me perfumam a boca
São beijos vãos, tímidos, fracassados,
Notas oriundas de uma alma tão louca
Que antes no anonimato ficassem, calados.
São beijos sujos as palavras que digo
E embora não sintam lábio ou ouvido
Resistem ao desprezo e à incredulidade,
Repousam débeis, à mercê da verdade.
Beijos que logo expiram e morrem cedo
Sem desfrutarem do gozo o sabor,
Publicados à sombra, à revelia do amor.
São letras de dor que no papel se beijam
E desenham palavras úmidas de medo
Em lábios frios que não as desejam.
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| Amor e mar |
14Dez2007 20:20:00 |
| Escrito por: Edi |
Não existes, mas eu te amo.
Vejo teu rosto e me cegas.
Só tuas palavras
Que em grande mar navegam
Te podem trazer a mim.
Eu não existo
E em não te ver
Te amo e te cego.
Minhas palavras,
Não há mar, oceano,
Escuridão qualquer
Que as possa malograr,
São meu amor por ti
A navegar...
Como a um farol
Espero em breve te avistar,
Um continente inteiro deslocar
Para ver tua luz na minha
E o meu no teu, descansar.
Inda não morro,
Clamo por teu socorro
E vens de mar
Me beijar.
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| Decantação |
14Dez2007 20:15:00 |
| Escrito por: Edi |
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É vinho ou veneninho o amor?
E que me ama é louco ou ator?
Em que taça ensaia a maldade
De beber a mim, sem vontade?
Brinda com a sorte minh’alma
Em fino cristal verte meu,
O insano que me pede calma
Enquanto degusta o resto de mim.
Em nele morrer eu morro em dobro
E choro a borra, o gosto salobro,
O mal violento da decantação.
Sucumbe meu corpo à embriaguez
Levando pra morte a ambição
De vê-lo ter sede outra vez.
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| REDENÇÃO |
14Dez2007 19:01:00 |
| Escrito por: Edi |
 A respeito do que sobrou de mim
De pouca valia é falar.
Se é ínfimo o produto do resto
De que me vale classificar?
E que nome se daria às sobras,
Às quais sequer se examina?
A mim, que me poupo esforços,
Me desarticulo em segmentos
Para não incomodar
Ao que faltou à fé jurada,
Porque fui demais inteira.
Pisar com segurança em nuvens
Sei, já não posso.
Quanto peso, ai, que me carrega!
Para extirpar o ingovernável
De que se armar?
Que acordos de guerra
Porão fim à imundície?
Oh! Imitação histérica de existir!
Oh! Sacrifício expiatório!
Oh! Literatura mortuária!
De saber que nunca fui amada
Escrevo com sangue
A última edição do amor.
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